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Nota Social: JOSÉ RODRIGUES DE FREITAS ( Zé Guajá) Completa 99 Anos - Noticias BAB - Notícias Novas imag1

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Noticias BAB : Nota Social: JOSÉ RODRIGUES DE FREITAS ( Zé Guajá) Completa 99 Anos
Enviado por BAB em 19/02/2014 12:40:00 () Notícias do mesmo autor

Imaginem um homem que nunca parou de sonhar...e que tem a ousadia de desafiar o tempo... é sobre esse homem que vamos discorrer a partir de agora, contando resumidamente a sua trajetória permeada por emoções, desilusões, realizações e persistência.

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São depoimentos , divagações e confissões do próprio, ressaltando que algumas delas estão contidas no livro “Uma vida de histórias” de Fátima Freitas. Qualquer semelhança com fatos ou pessoas, aqui citadas não é mera coincidência.

Nascido no dia 16 de fevereiro de 1915 no município de Paracuru, anteriormente denominado Parazinho, JOSÉ RODRIGUES DE FREITAS tendo como pais Manoel Rodrigues e Ana Ferreira.

São seus irmãos Francisco (in memoriam), Raimunda (in memoriam), Manoel (in memoriam), Zilda (in memoriam), Deldía, Lourdes e Maria.

Desde criança, JOSÉ RODRIGUES já demonstrava que seria um homem honrado, trabalhador e obstinado em seu desejo de vencer e ser alguém na vida.
Daqui por diante vamos designar nosso homenageado e aniversariante pelo apelido no qual é conhecido em todo o Paracuru, ZÉ GUAJÁ, apelido esse herdado de seu pai, por ser muito alvo e corado, semelhante a uma espécie de Siri muito comum no nosso litoral paracuruese.

Aos sete anos de idade Zé Guajá começou a vislumbrar as primeiras letras, tendo como instrutora sua mãe Ana, conhecida como D.Naninha, também parteira na região.

O tempo passava e D. Naninha lutava para criar seus filhos com dignidade. José Guajá crescia,e já era um rapazinho, trabalhando juntamente com seu pai e o irmão Francisco na agricultura, atividade sem nenhuma perspectiva de sucesso, pois os mesmos não eram proprietários da terra.
Percebendo que, naquela vida, jamais conseguiria realizar seus sonhos, Zé Guajá, com a intervenção de sua mãe, conseguiu seu primeiro emprego, ajudante de comércio do Sr. Manoel Militão por quem, até hoje tem uma enorme gratidão.

Mesmo sendo grato, JOSÉ GUAJÁ, queria ir além, pois acreditava que tinha capacidade de ser mais do que um simples ajudante, já que muitas vezes realizava atividades meramente domésticas.

Desiludido, volta para a casa de seus pais, que o acolheram, incentivando-o que dias melhores viriam. Dois dias depois dessa primeira decepção, o destino começou a mudar sua vida.

O Sr. Pedro Nunes, sogro do Sr. Manoel Militão,sabendo que Zé Guajá, não trabalhava mais com o seu genro, convidou-o para ser caixeiro e homem de sua confiança em seu comércio...chegava então a oportunidade que ele queria.

O tempo ia passando, porém o destino mais uma vez, mudaria os planos do nosso aniversariante. Seu patrão resolvera acabar com o comércio.

Desempregado, José, decidiu mudar totalmente de rumo. Resolveu vir pra Fortaleza sentar praça, ou seja, ser soldado. Acreditava ele que poderia estudar e melhorar definitivamente de vida. Preparava-se para dizer adeus a sua terra e tudo aquilo que amava.

31 de dezembro de 1936. Paracuru estava em festa, e JOSÉ muito próximo de deixar sua terra querida e partir rumo a Fortaleza. Mas, mais uma vez o destino mexeu no tabuleiro da vida e desarrumou as peças que estavam organizadas.

Recebeu um convite para trabalhar novamente no comércio, ironicamente, do seu primeiro patrão, Sr. Manoel Militão. José relutou, pois já tinha traçado seus planos e não queria voltar atrás. Felizmente o amor por seus pais e sua terra falaram mais alto, e eis de novo o jovem arrojado voltando ao comércio,embora acalentando o projeto de partir para Fortaleza.

Passaram-se os anos, e em 16 de Fevereiro de 1942, dia de seu aniversario, o encontramos novamente arrumando as malas. Resolvera, de vez, partir para a capital e tentar a vida militar, queria ser soldado. Nos preparativos para a viagem, Zé veio visitar seu amigo alfaiate Jaime Militão, que o convidou para ir até o JARDIM, mais precisamente a casa do Sr. Zeca Batista.

Na conversa, ficaram sabendo que o Sr. Zeca precisava de uma pessoa de confiança para assumir o seu comércio, pois o mesmo já não dava conta de tudo, mas JOSÉ não queria mudar seus planos mais uma vez.

Na volta para casa, os dois amigos passavam exatamente no local onde hoje é a casa do Zé Guajá, quando JAIME fez uma afirmativa que mudaria definitivamente a vida do nosso grande homenageado de hoje. Assim ele falou: “Zé, você não irá para Fortaleza...o seu Zeca Batista é um homem muito bom, você vai trabalhar com ele e casará com a Maura Braúna, dona desta propriedade que estamos passando agora.

"Zé Guajá ficou admirado com o amigo e retrucou dizendo: “Eu vou pra Fortaleza, e além do mais nem conheço essa moça.”

Mais uma vez o destino pregara uma peça em JOSÉ, desta vez, uma peça grande. Dia seguinte, ele recebeu um chamado do Sr. Zeca para conversar. O susto foi maior ainda, pois o homem não queria apenas seus serviços, o queria para sócio. Zé argumentou que não tinha dinheiro, e o homem disse que bastava seu trabalho, e finalmente firmaram a sociedade. A vida de José estava dando um salto para a frente. Adeus Fortaleza, pelo menos nesse momento.

Bem apessoado, como se dizia na época, José tinha agora o JARDIM como sua morada. Logo conheceu Maura, única filha de Sabino Braúna, moça prendada e de reputação ilibada, além de ser o bem querer do pai e dos seis irmãos homens. Não demorou muito e através de bilhetes e recados surgiu uma forte atração entre os dois... veio o namoro, noivado e o casamento no dia 12 de julho de 1943. Concretizava-se então a profecia do amigo JAIME MILITÃO.

Dessa união nasceram 05 filhos: Mauricio, Fátima, Fatimy, Zé Nato e Lúcio.

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Sempre preocupado em oferecer-lhes um desenvolvimento sadio, feliz e um futuro promissor, alimentavam diariamente o sonho de mudarem para Fortaleza em busca de uma educação melhor e que lhes dessem maiores possibilidades de um futuro promissor. Isto concretizou-se em fevereiro de 1958, quando toda a família mudou-se para a cidade grande.



Nesse período José arrendou suas propriedades no Jardim e dedicou-se ao que mais ele sabia fazer, o comércio.

O tempo passando e outros sonhos sendo realizados. A casa própria, os filhos estudando, cada um trilhando seus próprios destinos.

Ao consolidar sua estada em Fortaleza, José decide reassumir suas atividades no Jardim, sem se desligar de Fortaleza. D. Maura resistia a idéia de retornar definitivamente para o Jardim, só o fazendo após o casamento de seu filho caçula Lúcio.

Rapidamente, com a ajuda de sua amada Maura. José foi se transformando numa pessoa de forte liderança no distrito de Jardim, pois além de ser proprietário de terras produtoras de cana-de-açúcar, mandioca, feijão e milho, oferecia muitos empregos por ocasião das moagens.

farinhadas e nas colheitas das safras dos produtos que cultivava.

Raciocinando que poderia ir além, José aceita convite para ingressar na política. Incentivado pelo grande amigo de infância, Zé Carvalho, ex-prefeito de Paracuru, tenta seu primeiro mandato como vereador. Com obstinação, alcança mais um sucesso na sua vida ao eleger-se para o cargo.

Animado e encantado com a vida pública, candidata-se mais uma vez e consegue a reeleição, tornando-se também presidente da Câmara.

Durante seus mandatos, destacou-se como grande defensor da educação, conseguindo a construção de varias unidades escolares nos diferentes distritos de nosso município. Exemplo maior é o Grupo Sabino Alves Braúna e o posto de saúde Maura Braúna construídos em áreas doadas por ele.

Hoje, afastado da vida pública, continua acalentando o sonho de ver sua cidade oferecendo uma melhor educação, mais empregos, uma saúde de qualidade para todos. Em conversas no seu alpendre, na sua famosa rede, de vez em quando ouvimos sua frustração em não ter realizado mais.

Na intimidade dessas conversas, constatamos a sede, a vontade de viver desse homem, exemplo para aqueles que o conhecem, despertando em todos o sentimento de admiração e respeito.

Zé Guajá, pai, avô, bisavô, tataravô, conselheiro, lutador incansável, orgulho para todos. Hoje a festa é sua, e na sublimidade deste dia, rogamos a Deus que em sua volta, semeie todas as pérolas necessárias, para que sua vida continue sendo refletida pelo brilho da felicidade.

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Encerramos este capítulo da sua história por agora, pois muito ainda será contado, e nada mais justo do que citar uma frase de sua autoria, que talvez nem lembre de tê-la dito: “Um homem de bem deveria viver 200 anos; os 100 primeiros serviriam para aprender e os outros 100 para realizar”.
Parabéns Zé Guajá, essa pessoa firme e doce, exigente e caridosa, humilde e altivo, mas acima de tudo, nosso pai...........

Homenagem de seu filho Lúcio.



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