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Artigo Acadêmico de Tânia Maria Microni: Desabafo de quem não viu , mas sentiu... - Noticias BAB - Notícias Novas imag1

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Noticias BAB : Artigo Acadêmico de Tânia Maria Microni: Desabafo de quem não viu , mas sentiu...
Enviado por BAB em 29/04/2014 21:50:00 () Notícias do mesmo autor

Escrevi este artigo enquanto aluna do curso de Serviço Social, da Faculdade Fatene (Caucaia) em setembro de 2010, depois de ler com indignação e tristeza uma reportagem sobre a morte do garoto Fabinho.

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Maria das Graças e Antônio na sala de casa com a foto de Fabinho. Eles sentem tristeza e revolta com a perda do filho


No final do referido artigo, eu me perguntava se alguma coisa mudaria depois desta reportagem e acompanhando hoje pela televisão a luta de duas famílias que aguardam a decisão da justiça sobre a vida de seus filhos, percebo que nada mudou.

Vejamos o artigo na íntegra:

Em agosto do ano de 2010, a revista Época publicou em suas paginas o trágico fim do menino Fabinho, mais uma vitima do caos que se instalou na saúde pública do Brasil.

O Professor de direito constitucional da Universidade do Rio de Janeiro e especialista na área de saúde publica, Luiz Roberto Barroso, concedeu uma entrevista a revista Época onde afirmou o seguinte: " mas o orçamento é finito e alocação de recursos envolve escolhas trágicas, inclusive de quem vai viver e de quem vai morrer''.

Fabio de Sousa do Nascimento (Fabinho) adquiriu uma doença pulmonar em 2006, após um transplante de medula, sua jornada foi sempre muito dolorosa cheia de lutas, vitórias e recaídas, nunca desistiu de lutar pela vida, mas alguém, um dia, em algum momento decidiu que era hora de parar e o obrigou a desistir.

Seus pais entraram na justiça reivindicando o aparelho de oxigênio terapia que ele necessitava para sobreviver, e entre o resultado favorável a ele, que foi dado em dois dias, até o dia de sua morte, foram exatamente seis longos meses.

É Fabinho... Nem a lei ( ECA ) feita sob medida para adolescentes como você, foi capaz de livrá-lo da morte. Que pena! Essa lei é tão bonita, tão complexa, garante tantas coisas, tudo que é necessário a uma criança para nascer, crescer e se tornar um adulto “perfeito “ está garantido por ela.

Mas, sabe Fabinho, acho que os homens que tem o poder de fazer com que tais leis sejam cumpridas, não tem obrigação de obedecê-las, parece irônico isso, mas foi o que demonstrou a atitude dos três poderes que poderiam ter salvado sua vida.

A União não obedeceu à ordem judicial, alegando não ter obrigação de fornecer medicamentos ou equipamentos e que isso era competência do Estado e do Município.

O Estado apresentou decisões judiciais anteriores que dirigiam ao município a atribuição de fornecer o aparelho.

E o Município negou o pedido da justiça, alegando que era um procedimento de alto custo e média complexidade, portanto, competência da União e do Estado.

Fico me perguntando que tipo de pessoas são estas que se sentem tão onipotentes, a ponto de decidirem o destino de um adolescente, assinando sua sentença de morte, e vários outros questionamentos me veem a mente tais como: Se a Saúde Pública no Brasil está deficiente, se não existe verba suficiente para mantê-la funcionando adequadamente, por que ou para que, se construir novas unidades hospitalares? Faltam verbas, ou gestores decentes e competentes?

Fabinho só precisava de um simples aparelho de oxigênio terapia, coisa barata, em média R$ 3.800.00 ( Três mil e Oitocentos Reais ) no total, ou R$ 520,00 ( Quinhentos e Vinte Reais ) mensais, referente ao aluguel do referido aparelho, por esse custo sua vida teria sido salva.

Um custo tão baixo! Todos os dias, os veículos de comunicação divulgam escândalos envolvendo o dinheiro público, gente sem escrúpulos, usando o dinheiro do povo em beneficio próprio, carros importados, mansões, apartamentos luxuosos, viagens fantásticas, aviões particulares.

Quanta discrepância! Fabinho certa vez foi levado ao hospital, literalmente nas costas do pai, pois não aguentava andar, e nenhum carrão importado ou avião particular foi busca-lo.

Mas, Fabinho só queria mesmo era esse aparelho, não foi atendido! Sabem como é, garoto pobre, família sem influencia, inexistência de amigos “importantes ".

O fato é que Fabinho perdeu a batalha, perdeu a vida, restou à família apenas dor e saudades. E a mim como Cidadã, o sentimento de impotência, tristeza e indignação.

E agora? Será que este lamentável acontecimento vai servir para provocar alguma mudança neste sistema inoperante? Fabinho se foi, quem será o próximo?


Tânia Maria Microni de Vasconcelos


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