" /> Bairro Antonio Bezerra. Com. Br - E novamente!
   
   

Pesquisa no Site

Entrar

Usuário:

Senha:

Lembrar-se



Esqueceu a senha?

Cadastre-se agora.

Livro de Visitas

Nossa Cidade

Sobre o Site

Menu

E novamente! imag1
 Colunas BAB 
HomeColunas BABBesteirinhas da Neuri • E novamente!

Besteirinhas da Neuri

E novamente!

Imprimir artigo Enviar este artigo para um amigo. 
Exatamente! Foi ele quem me pediu mais uma chance, e que, como um bobo da corte, dei. Sabendo eu que ele não iria cumprir com o prometido, ele nunca foi disso, de pagar as promessas feitas com tanto fervor nos olhos, com tanta lamentação de ter feito mais uma vez tudo errado. Não demorou muito para que eu notasse o descomprimindo.

Bastou eu dar as costas pra ele pra ver toda a algazarra novamente. Ele nunca foi o mais educado de todos, e sempre se exaltou em qualquer discussão, mas como eu sei que sempre alguém, algum dos dois terá que dar o braço a torcer, então eu escolhi que seria eu, novamente, como um soldado que não foge da batalha, aquele que fica por último no campo de guerra em meio aos cadáveres abertos sobre o chão frio de um pós-guerra. O soldado que guarda as lembranças de todos os amigos que se foram.

E quantas chances eu terei que dar? Quantas tapas irei levar em um lado do rosto e ter que dar o outro lado? Eu vou ter que pagar pra ver, e pagar novamente, e novamente, e novamente, até não ter mais força pra insistir?

Ele não passa de um cara mal agradecido, eu sei disso, e é o que todos falam pra mim, mas fazer o quê? Ele sempre bate na minha porta, na maioria das vezes no fim da tarde Sei disso porque sempre por trás dele ao abrir a porta, vejo os raios do sol naquela linha lá no fundo, no horizonte, descendo. Ele sabe como me alegrar! Sabe que eu gosto do sol em particular, fonte de luz e vida. Ele sempre vem com um ar de solidão, sujo e mal vestido. Faço o convite para ele entrar, por muitas vezes sem abrir a boca, apenas com um balançar de braço. Isso já basta para ele me entender. Depois de um banho e vestindo roupas limpas, separo em duas xícaras um bom café, mais uma coisa que ele sabe que gosto, e como forma de demostrar sua gratidão, ele faz brotar em meu quintal o melhor café da região.

Open in new window


Conversamos na varanda em meio ao vem e vai das balançadas das minhas cadeiras de balanço. O vento é sempre bom quando ele está aqui, uma brisa na verdade, fria e gostosa, pois ele faz de tudo para que aquele momento seja agradável.

Não seria nem uma conversa, é mais um acerto de contas. Ele diz o que nós fazemos por ele, e eu digo o que ele faz pela gente. É um escambo. Eu dou armas, e ele trás a morte. Eu dou alegria e ele vem com sorrisos no rosto. Eu dou a calma, a paciência, a paz, e ele vem com o amor. Ele sofre, assim como todos, olhe só como ele chegou hoje aqui em casa. Mais sujo do que nunca. Ele diz que sofre, mas que tem que fazer sofrer, é a lei da vida, da evolução e do aprendizado. Como ferramenta, ele cumpri com o que lhe é passado. Não passa de um motor que precisa de combustível para queimar.

Ele? Ele é o Mundo!

Mailson A. Moreira
Besteirinhas da Neuri:
| Este artigo ainda não foi avaliado | 0.
  1 2 3 4 5 6 7 8 9 10  

Publicidade