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Metamorfose

As novelas de família - hoje e ontem...

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“Alguns dias depois, Jesus entrou novamente em Carfanaum e souberam que ele estava em casa. Reuniu-se uma tal multidão, que não podiam encontrar lugar nem mesmo junto a porta” (Mc 2,1-2)

Você já viu o que acontece quando o povo se amontoa? As pessoas se empurram, gritam, se aborrecem. Hoje o povo continua se amontoando, aglomerando em vários lugares como estádios de futebol, shows, passeatas, manifestações, festas, peregrinações, etc. No estádio de futebol, por exemplo, todos se unem em uma mesma paixão, torcer pelo seu time.

Uns saem felizes, outros tristes, ao final de uma partida. Ao longo da semana, irá se falar daquela partida, e às vezes por muito tempo, dependendo da importância daquele jogo. Mais nada consegue superar a força que os meios de comunicação têm para agregar, reunir e juntar pessoas sem que essas precisem se empurrar, atropelar ou bater. Milhares de pessoas acompanham ao mesmo tempo, a programação da TV. Existe o horário nobre da televisão, onde muitos acompanham atentos, sentados na sala ou em outro lugar da casa o que é exibido na programação. Opiniões, conceitos, juízo de valores e ideologias são transmitidas todos os dias em nossa casa. O que isso tem causado? Uma mudança de paradigma.

É inegável que vivemos uma “mudança de época” que pode ser percebido em todos os campos. Nos últimos anos, fomos vendo a desconfiguração do antigo regime de cristandade, onde tudo era movido pela fé cristã. Paulatinamente tem se procurado criar novos mecanismos de influencia que substitua a importância do cristianismo na sociedade e o melhor caminho que se encontrou pra isso foi através da cultura. Por um bom tempo fé e cultura andaram de mãos dadas e os esforços atuais são para dissocia-los o que tem causado um prejuízo a toda sociedade. Em nome de um novo projeto cultural, a fé cristã tem sido negligenciada, ironizada e pervertida.

Na antiga relação entre fé e cultura, os homens sempre criaram fábulas, lendas e mitos para narrar acontecimentos importantes ou transmitir lições para as novas gerações. A tarefa não era apenas entreter mais oferecer respostas aos dramas existenciais apontando caminhos para a superação dos desafios. A figura do herói aparece como um arquétipo que oferece um projeto a ser seguido, algo idealizado. Essa função atualmente foi assumida pela televisão.

Cada casa tem pelo menos um aparelho de televisão. Através dela, novos modelos culturais têm sido veiculados. São 8.760 horas de programação ininterruptas ao longo do ano provocando uma mudança que pode ser facilmente observado em nossas famílias. Uma pesquisa feita pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) apontou que existe uma relação entre o papel desempenhado pelas novelas e o crescimento dos divórcios. “A exposição a estilos de vida modernos mostrados na TV, a funções desempenhadas por mulheres emancipadas e uma crítica aos valores tradicionais mostrou estar associada aos aumentos nas frações de mulheres separadas e divorciadas nas áreas municipais brasileiras”, diz pesquisa. Segundo os autores do estudo, Alberto Chong e Eliana La Ferrara, “a parcela de mulheres que se separaram ou se divorciaram aumenta significativamente depois que o sinal da Globo se tornou disponível” nas cidades do país.

O que a pesquisa não aponta são os sofrimentos causados por causa dos divórcios. Toda separação é dolorosa, abre um verdadeiro corte no tecido social provocando um verdadeiro mosaico humano de cores terríveis. Muitos tentam reconstruir um novo lar trazendo pedaços de vidas e sonhos, esperanças, derrotas e fracassos que se juntam, deixando marcas na alma de algo arruinado. A conseqüência disso é perceptível: brigas, tristezas, vinganças, disputas judiciais, medo, angústia, insônia e isolamento são apenas alguns exemplos do que se vivencia depois de uma separação. Sem que se perceba, uma nova geração tem crescido sob esse signo que se reflete duramente na sociedade. Em forma de canção pe. Zezinho nos aponta o caminho para vencer esse mal, “que nenhuma família comece em qualquer de repente, que nenhuma família termine por falta de amor, que o casal seja um para o outro de corpo e de mente e que nada no mundo separe o casal sonhador”.

A nova indústria cultural tem nas novelas o seu grande divulgador das “normas” que devem pautar o comportamento social. Edgar Morin já denunciava que a cultura de massa “destituiu parcialmente a família, a escola, a pátria, do seu papel formador, na medida em que os ‘modelos’ do pai, do educador, dos grandes homens foram vencidos pelos novos modelos de cultura que lhe fazem concorrência”. A nova invenção tem sido a ideologia de gênero amplamente divulgada nas novelas. Basicamente podemos dizer que esse conceito afirma que ninguém nasce homem ou mulher, mas que cada indivíduo deve construir sua própria identidade, isto é, seu gênero, ao longo da vida. “Homem” e “mulher”, portanto, seriam apenas criações culturais que justificaram ao longo da história as relações de dominação que marcaram as famílias. Os comportamentos e definições do ser homem ou mulher não são coisas dadas pela natureza e pela biologia, mas pela cultura e pela sociedade, segundo a ideologia de gênero.

Isso tem causado uma grande confusão na cabeça de pais e filhos, crianças e adolescentes que acabam não tendo mais certeza sobre sua própria identidade. Isso tem várias conseqüências, mas o que gostaria de apontar é o apelo a “experimentação” como caminho para as descobertas. Isso é um mal sutil que tem invertido as relações. Como se acredita que não exista homem ou mulher, o papel desempenhado por ambos se tornou relativo, como por exemplo, o papel de pai ou mãe. Se fala de espaços de cuidado. Questiona-se comemorações como o dia dos pais ou das mães por considerar o constrangimento sofrido por aqueles que não tem pai ou mãe ou que não se identifica com esse estereótipo criado pela cultura ocidental. Os valores transmitidos pelo cristianismo como monogamia, a fidelidade, a exclusividade e compromisso definitivo foram minimizados dando lugar a uma “experiência de convivência” que anula esses valores em nome da satisfação de prazeres necessários para se descobrir as escolhas que se deve fazer.

Cremos no poder do amor que tudo transforma e que cria vínculos fortíssimos. Cremos que Deus criou homem e mulher para uma relação dialógica e complementar, ampliando assim, perspectivas e horizontes. Cremos na lição da cruz que nos ensina que para amar, precisamos aprender o que significa a doação de si mesmo. Cremos na força das relações familiares baseadas no respeito, na comunhão, no perdão, na responsabilidade, entrega e compromisso. Cremos que em Cristo descobrimos quem nós realmente somos, filhos de Deus, criados a sua imagem e semelhança, salvos pelo sacrifício do Filho amado.

Existe uma novela dramática com final feliz que dela participamos. O personagem principal é o próprio Filho de Deus, nascido da Virgem Maria, homem como nós. Cresceu na periferia de Nazaré, onde pode sentir as dores e sofrimentos do povo marginalizado. Contudo, sentado no colo da sua mãe aprendeu os valores da sua religião e testemunhou como jovem aquilo que aprendeu. Seu pai, honesto trabalhador, lhe ensinou o oficio da carpintaria e mesmo lhe deixando muito cedo, cumpriu seu papel sendo para o menino, pai cheio de sabedoria. Depois de um tempo, percebeu que era hora de deixar a casa da sua mãe para começar sua tarefa. Ele dizia a quem encontrava pelo caminho, “arrependei-vos e crede no Evangelho”. Não bateu nas portas do palácio, nem mesmo se dirigiu as estradas que lhe levavam até lá, ele preferiu os lugares afastados, as casas dos sem nome, os rostos dos pobres e desvalidos.

Sua fama incomodou a muitos que passaram a persegui-lo. As autoridades acompanhavam suas idas e vindas querendo apanhá-lo em algum erro que pudesse apagar sua importância. Não conseguiram. Por isso, tramaram, mentiram. Em um processo fraudulento foi preso e condenado a morte. De forma humilhante padeceu. A esperança findou, pensavam alguns. Mais não. A vida venceu a morte, ele havia dito que ressuscitaria ao terceiro dia.

Os capítulos dessa novela são contados e recontados ainda hoje. O personagem principal desse drama transforma anônimos em famosos. Em torno da sua casa (a Igreja) muitos continuam se aglomerando para ouvi-lo, para aprender suas valiosas lições.

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Metamorfose: Conteúdo sobre a RCC, Renovação Carismática Católica
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