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Metamorfose

Cura-me Senhor

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No episódio da filha de Jairo, vemos um pai aflito, perturbado pela situação em que sua filha se encontra. Ela estava moribunda, quase morta e precisava de um milagre. Seu pai já havia tentado tudo, procurado médicos, usado vários remédios sem muito resultado. Jairo era chefe da sinagoga responsável pela presidência da assembléia, supervisão dos cultos, leitura da Escritura, questões legais e administração da justiça.

Portanto, um líder comunitário com uma influencia na comunidade. A situação que vivia sua família o obrigou a tomar uma decisão: ir ao encontro de Jesus. Ele procurou uma solução expondo sua angústia e sofrimento, pondo em risco sua reputação já que muitos líderes religiosos questionavam as ações do Senhor.

Como Pai, ele fez tudo o que podia para salvar sua filha. Ouviu falar dos milagres que Jesus fazia e não retardou em ir procurá-lo. No meio da multidão, Jairo se prosta, humilhando-se diante de todos na esperança de que o Senhor pudesse ajudá-lo. E eles partem caminhando na direção da casa dele. O caso é grave, é preciso pressa, pois a menina está convalescendo. No caminho alguém avisa: “não importunes mais o mestre, sua filha morreu”. Antes que o Pai se desesperasse, Jesus o consola dizendo “vamos”. “Mais o que ele ainda pode fazer?”, deve ter pensado esse chefe da sinagoga.

A culpa, o remorso, a tristeza deviam ter invadido o seu coração nesse momento, mais mesmo assim, ele decide ir com o Senhor renovando o seu último suspiro de fé. Quando chegam a casa os lamentadores já estavam pranteando a menina que a pouco falecerá. “Não chores, a menina não morreu, disse Jesus”. As pessoas riram, debocharam. Outros se indignaram achando que ele zombava. Entraram no quarto da menina os pais e três apóstolos, Pedro, Tiago e João, que foram testemunhas do milagre. “Talitha qoum”, que em aramaico significa “menina, eu ordeno: levanta-te”. A alegria foi devolvida aquela casa e todos festejaram a sua nova vida.

Quantos pais não estão vivendo como Jairo sem esperança, desesperados, faltando às forças para continuar lutando? Que investiram tudo o que podiam para salvar os seus? O sofrimento dos filhos é dor que não ameniza, principalmente quando nos sentimos impotentes diante da situação. As lágrimas têm lavado o chão de muitas casas e muitos pais têm apelado pra qualquer coisa que possa resolver o problema.

Rezamos nesse momento pedindo que o Senhor escute o choro, gemido e impotência dos pais. Rezamos para que os pais confiem no Senhor e deixem que Ele seja seu amparo, consolo e proteção. Rezamos suplicando ao Senhor que venha, que nos acompanhe e se compadeça de nossa aflição.
Como Jairo, devemos procurar quem pode resolver nosso problema, e esse alguém é Jesus. Curiosamente podemos nos aproximar ou nos afastar do Senhor por causa da dor que sentimos. Conversei com uma senhora que havia me dito que o filho estava doente. Ela faz várias promessas, participava de correntes de oração para alcançar a cura do filho. Disse que tinha ido também ao centro espírita e feito um trabalho em uma casa de Umbanda. No nosso caminho podem surgir propostas ilusórias e enganadoras, vozes sedutoras e perversas. É preciso alertar que esse é um momento favorável para a ação diabólica e sem perceber nos vemos envolvidos em sombras e escuridão.

Saúde é um processo harmonioso de bem-estar físico, psíquico, social e espiritual, e não apenas a ausência de doença. Devemos cuidar do “homem todo” para que ele viva de forma saudável. Isso exige de nós uma preocupação com o corpo e a alma, pois muitos males podem nos atingir provocando um estado de adoecimento.

Nesse sentido, algo que raramente nos preocupa é a alimentação. Isso é um grave erro porque comer bem me faz viver bem. Essa é uma luta diária que não se relaciona apenas com nossa sobrevivência, mas com a manutenção da vida, a vitalidade e a satisfação do individuo. Câmara Cascudo diz que é “inútil pensar que o alimento contenha apenas os elementos indispensáveis à nutrição. Contém substâncias imponderáveis e decisivas para o espírito, alegria, disposição criadora, bom humor”. O problema é que pertencemos a uma geração que come mal. A industrialização, as rotinas das cidades quase sempre aceleradas e agitadas, a ausência da mulher em casa por causa de sua presença no mercado de trabalho fez as pessoas começarem a procurar algo mais rápido e mais fácil para comer. Já não temos horários nem locais adequados para comer, e um reflexo desse mau hábito são as doenças crônicas que afetam desde crianças até idosos.

Isso também está relacionado com um antigo mal que é o da gula. Evágrio Pôntico nos alerta para esse problema que ele chama de gastrimargia:
“A origem do fruto é a flor e a origem da disciplina espiritual é a moderação. Quem domina o próprio estômago, diminui as paixões; pelo contrário, quem é subjugado pela comida, aumenta os prazeres. Assim como Amalec é a origem dos povos, também a gula é a origem das paixões.”
São Tomás também abordou essa doença em suas reflexões:
“A gula implica um desordenado desejo para comer. Ora, no comer duas coisas devem ser consideradas: o alimento que se come e a ação de comer. Daí os dois modos de entender essa concupiscência desordenada. Primeiro, quanto ao alimento que comemos. Assim, quanto à substância ou a espécie de comida, há quem procure alimentos refinados, isto é, caros [laute]; quanto à qualidade, há quem busque alimentos acuradamente preparados, isto é, meticulosamente [studiose]; e quanto à quantidade, há os que exageram, comendo em excesso [nimis]. - Em segundo lugar, considera-se a desordem da concupiscência, quanto ao ato de comer, ou por antecipar o tempo próprio para isso, isto é, apressadamente [praepropere]; ou por não observar a maneira conveniente de comer, isto é, avidamente [ardenter].”

Como o ato de comer reflete um estado da alma, redescobrir hábitos saudáveis em nossas práticas alimentares pode influenciar a vida espiritual e social. A moderação é a virtude que nos auxilia a buscar a medida certa, não mais nem menos e sim o equilíbrio. Passo a olhar não para a comida, mas para aquele que come com o intuito de favorecer sua cura. Nesse processo, o relacionamento consigo mesmo e com os outros é beneficiado pela qualidade de vida, auto-estima, disposição e harmonia. Aprendemos que “se como bem, vivo bem, se como mal, vivo mal”.

No processo de cura das doenças que atingem a nossa casa devemos recorrer aos meios espirituais e medicinais que possibilitem o restabelecimento do nosso bem-estar.
Jairo recorreu a Jesus por reconhecer que ele poderia curar a doença da filha. Hoje, Nosso Senhor continua querendo curar o seu povo, restabelecer a saúde daqueles que sofrem. Devemos alertar também que muitas das doenças que tem atingido nossas casas são “psicossomáticas”. Sentimos dores no corpo, sofremos com complicações no intestino, estomago garganta, pulmões, músculos e articulações, coração, rins, bexiga e que não são explicadas por nenhuma doença ou alteração orgânica e sim por preocupações, angústia, ressentimento, rancor, culpa, ódio. Desgaste profissional, traumas, situações de violência, ansiedades e tristezas podem desencadear essas doenças que precisam ser tratadas. Devemos recorrer ao “médico dos médicos”, crer no seu poder, orar uns pelos implorando a intervenção divina.

Os meios que nos são disponibilizados pela medicina não devem ser desprezados, ao contrário, precisam está associados ao processo de restabelecimento da nossa saúde:
“Honra o médico por causa da necessidade, pois foi o Altíssimo quem o criou. (Toda a medicina provém de Deus), e ele recebe presentes do rei: a ciência do médico o eleva em honra; ele é admirado na presença dos grandes. O Senhor fez a terra produzir os medicamentos: o homem sensato não os despreza. (...) O Altíssimo deu-lhes a ciência da medicina para ser honrado em suas maravilhas; e dela se serve para acalmar as dores e curá-las; o farmacêutico faz misturas agradáveis, compõe ungüentos úteis à saúde, e seu trabalho não terminará, até que a paz divina se estenda sobre a face da terra. Meu filho, se estiveres doente não te descuides de ti, mas ora ao Senhor, que te curará. Afasta-te do pecado, reergue as mãos e purifica teu coração de todo o pecado.

Oferece um incenso suave e uma lembrança de flor de farinha; faze a oblação de uma vítima gorda. Em seguida dá lugar ao médico, pois ele foi criado por Deus; que ele não te deixe, pois sua arte te é necessária. Virá um tempo em que cairás nas mãos deles. E eles mesmos rogarão ao Senhor que mande por meio deles o alívio e a saúde (ao doente) segundo a finalidade de sua vida”. (Eclo 38,1-14)

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Metamorfose: Conteúdo sobre a RCC, Renovação Carismática Católica
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