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Valentim Santos

Os precursores do empreendedorismo no bairro

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Hoje, o bairro de Antonio Bezerra, está repleto de comércios, em quase todos os segmentos comerciais. Enquanto alguns fecham suas portas, outros surgem. A cada mês um novo comércio é instalado no bairro. Neste inicio do século uma palavra vem sendo muito utilizada, empreendedorismo, termo utilizado tanto na mídia pelas pessoas que buscam a iniciativa de programar novo negócio ou buscando desenvolver projetos de inovação nas empresas já existentes.

Empreendedor é aquele que toma a iniciativa de empreender, de ter um negócio próprio. É aquele que sabe identificar as oportunidades e transformá-las em uma organização lucrativa.
Os precursores do empreendedorismo no bairro de Antonio Bezerra vêm da época do Barro Vermelho, quando as Bodegas predominavam como principal comércio existente. As bodegas fazem parte de nossa história, e falar nelas é mergulhar no tempo nostálgico, é reviver fatos de nossos antepassados. Basta fecharmos os olhos para lembramos imagens que ficaram perdidas no tempo.

Existia um casarão muito antigo, localizado na av. Mister Hull. Hoje neste local existe uma revenda de carros. Lá funcionou a Cooperativa Mista Agrícola de Antonio Bezerra, fundada pelo Sr. Antony Costa em 1950, juntamente com os senhores José Mario Giffone, Dr. Jaime de Paula Pessoa, José Anastácio Praciano, Jaime Aquino entre outros. Em abril de 1965 o então governo militar fechou todas as Cooperativas e Associações existentes no Brasil, por achar que era foco de subversão e evitar o agrupamento de pessoas. Ela foi sem duvida o primeiro embrião comercial do bairro.

A mercearia mais conhecida no barro vermelho pertencia ao Senhor Antonio Lisboa de Queiroz, mas conhecido como Antonio Nonato, pai do Deusmar Queiroz, (fundador da Rede de Farmácia Pague Menos). A mercearia era conhecida como “Bodega Azul” pela pintura de sua cor sempre azul. No primeiro pavimento existiam vários sacos de gêneros alimentícios, todos enfileirados, sempre bem arrumados, na parede do lado esquerdo existiam uma grande prateleira de madeira repleta dos mais variados produtos, tipo fumo, sabão, sal, cigarros, banha de coco Cariri, produzida pela Fabrica Siqueira Gurgel, entre outros produtos. Nesta época não existia embalagem de plástico, tudo era colocado em sacos de papel, os compradores traziam uma sacola de pano ou palha, para levarem suas compras.

Seus vendedores eram: o jovem José Valdir Queiroz, hoje advogado e comerciante, casado com a filha do Sr, Antonio Lisboa de Queiroz, Sra. Raimunda Queiroz; e seu filho Deusmar Queiroz, ótimo vendedor. Nesta época não existia máquina de calcular e a somatória das compras era realizada em pequenas tiras de papel a lápis, onde era concluída com a prova dos nove fora. Em meados de 1970, com o alargamento da Av. Mister Hull todos os prédios foram demolidos, entre eles, a inesquecível mercearia azul. Hoje neste local, onde existiu a saudosa Bodega azul, existe uma Farmácia da rede Pague Menos, de propriedade do outrora vendedor Deusmar Queiroz.

Uma bodega que não sai da minha memória é a do Senhor Manuel da Padaria, pai do artista plástico Dodô Moreira, que ficava na Rua Manuel Soares, antigo Beco da Estação ferroviária. Lá tinha tudo que uma dona de casa pudesse precisar: sabão pavão, gordura de coco, goma, farinha, pimenta do reino, cordas, toucinho de porco salgado, lamparinas, querosene a granel, manteiga, pão sovado, etc. Na àquela época, comprava-se em pequena quantidade, pois poucas pessoas compravam em grande quantidade como hoje.

O primeiro comércio pioneiro no segmento de padaria foi sem dúvida, a Padaria Santa Maria. Ela funcionou por muitos anos em um prédio que ficava na esquina da rua Dr. Vale Costa com Av. Mister Hull. A Padaria Santa Maria foi fundada em fevereiro de 1949, pelo Sr. Ildefonso Monteiro, que também era proprietário da Panificadora Santa Terezinha, localizada no centro da cidade. Com o alargamento da Avenida Mister Hull o prédio foi demolido, ficando apenas a saudade dos seus produtos.

Outro percurso do comércio coletivo no bairro foi a Feira Comercial, que existe até os dias atuais. Seus fundadores foram a Senhora Maria Eulina Vaz, conhecida como “Maria Paraibana” juntamente com o Senhor José Gerardo da Silva e Antonio Gerôncio Bezerra (ex-vereador e deputado), inaugurada em maio de 1955, ao lado da Igreja Jesus Maria e José. Montaram as primeiras barracas de frutas, cereais e verduras, era o início da feira do Barro Vermelho, que se realizava aos domingos pela manhã. Depois foi transferida para as ruas Dr. Vale Costa esquina com Av. Mister Hull, ao lado da mercearia “Brasília” pertencente ao Sr. Djacir, pai do saudoso Padre Djair, e a Padaria Santa Maria.

Nesta época, a feira teve seu melhor período de expansão comercial. Existiam quatro barracas de gêneros alimentícios, a maior era do Sr. José Augusto, que depois inauguraria em 1975 o Supermercado Líder, primeiro supermercado do bairro. Depois vinham várias barracas de verduras, frutas, carnes e miudezas, tornando seu comércio intensivo, com a participação de todos moradores do bairro e adjacências.

Outro pioneiro no segmento comercial foi o Sr. Aurélio Uchoa de Aquino, mais conhecido como Seu Aquino. Em março de 1956 inicia em sua residência, localizada na Rua Dr. Vale Costa com Avenida Mister Hull, um comércio de tecidos e alumínio, vale ressaltar, que foi a primeira e única loja de tecidos do bairro, até o presente momento. A sala da casa foi transformada em loja com três prateleiras de madeira, duas repletas de tecidos. Na outra prateleira era repleta de bacias e panelas de alumínio. Em 1973, seu Aquino vende sua casa e compra um imóvel residencial na Rua Tenente Queiroz esquina com a Rua Coronel Joaquim Leitão, compra a sorveteria EDU pertencente ao Sr. Carlos Eduardo, onde passa a industrializar sorvetes e picolés. Posteriormente transformada em Sorveteria Suk Bom, atualmente tem o nome comercial de Sorbetto, administrada pelo seu filho Sr. Roberto Botão de Aquino.

Não podemos esquecer outro tradicional comércio já não mais existente, era a mercearia do Ser Pergentino, localizada na Rua Martins Neto, esquina com Rua Hugo Victor, seu comércio era uma autêntica farmacopéia cearense, lá ele fabricava uma garrafada batizada por chá de pobre, dentro dela tinha cascas de embiriba, jatobá, tipi e camela. Tinha folhas de louro, boldo, manjericão, arruda. Raiz de carnaúba, pega pinto, tudo colocado dentro das garrafas prontas para o consumo imediato. Seu Pergentino dizia que servia para curar gripe, resfriado, coqueluche, tosse braba e dor de cabeça.
Outro estabelecimento muito freqüentado, na época, foi o Mister Big, o primeiro Self Service do bairro, tendo como proprietários o Sr. Valter Ferreira da Silva e sua esposa, Maria Eliete Guimarães da Silva. O comércio era localizado na Avenida Mister Hull, 5218. Tinha dois espaços, no térreo era vendido o prato-feito, na parte de cima self service, mas não havia diferença no preço. O Mister Big, foi instalado no ano de 1997, mas, com a morte de dona Eliete, em 2001, a família não continuou com o negócio. Hoje, no local, Funciona a casa de ração Paulo Gaiolas.

Como podemos esquecer estes pequenos comércios de portas estreitas ou largas que resistem ao tempo com sua cultura e suas tradições? Como podemos esquecer-nos das bodegas da minha infância? Como seu Franco Pinheiro inaugurado em 1967, seu Antônio Carolino, Luiz Padeiro, Djacir, Mercearia do Walter. Não podemos esquecer-nos da Mercearia do Cordeiro fundada em 1969, Estrela da Manha do Sr. Edmilson. Do Antonio Ramos, uma das primeiras do bairro, localizado na Rua Joaquim Leitão, Dona Mel (recém-falecida). Deposito do João Batista na Martins Neto. Do Bar do Tabosa e do Braga os primeiros do bairro. Restaurante Barro Vermelho, localizado no Centro Comercial João Pinheiro

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