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Dependência Química

Isolados e sem afetos

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Qualquer despedida é difícil! Somos tão apegados a tudo e a todos que criamos rituais para dizer adeus: festas de despedida, funerais para enterrar nossos entes queridos, festas de aniversários e álbuns de foto são formas de querermos eternizar os segundos que sabemos povavéis de logro.

Mas agora veio o Corona vírus ( Covid-19) e que escorrega por nossos dedos, sem controle nem juízo, fazendo-nos dizerem um adeus ou pior, impedindo tantos de dizê-lo. É o que tem acontecido, por exemplo, na Itália. E diante disso muito desrespeito a dor do outro. Não vejo o problema como algo normal, é claro. Ao contrário, requer muito cuidado conosco e com o outro (s).

Entretanto, sou chata, insuportável, cheia de mania e não abro meu coração para tolices, quem estiver comigo quero que seja livre para ficar ou ir embora. As pessoas estão livres para partir quando achar que devem. É muito-difícil rir com alguém hoje em dia, mas não deixo de dar gargalhadas com meus livros e boas séries na Netflix. Posso assegurar que não se trata de egoísmo, o isolamento compulsório já fazia parte de mim antes mesmo do vírus. Com o tempo a gente vai ficando seletiva em tudo. Acho que é porque "temos consciência que temos menos tempo pra viver do que o que já vivemos". Não podemos mais nos dar o direito de perder tempo.

No entanto, milhões de pessoas, obrigadas ao isolamento social, sem aperto de mãos, sem abraços, sem convívio social, devem repensar seus valores – o que vinham fazendo de suas vidas. Você está sentindo falta do amigo (a) que igualmente está impedido de lhe ver? Você já consegue perceber o quanto precisamos de afeto? Você consegue compreender todas as questões para além da morte ou da recessão econômica que o covid-19 nos implica? Respostas que todos temos agora, tempo e motivação para buscarmos as respostas. E há, creiam! No mais, enquanto fica em casa,começe fazendo coisas simples: vá aprender a limpar uma casa , fazer uma comidinha, catar o que não lhe serve e quem sabe, doá-los e, sobretudo, arrumar o desarrumado que está dentro de você! É claro que existem os tolos, os irresponsáveis, os filhos de papai que incapazes de se colocar no lugar do outro, saem por aí espalhando o vírus de um modo estúpido e irresponsável. Triste dos pais preguiçosos que acham que dinheiro compra tudo. A lei do retorno sempre nos foi visível, no entanto, com a pandemia esta tem chegado rápido. Ora, foi justamente do gigante da economia, a China, que nos deu ou por meio desta, nos chegou o corona vírus.

Quanto ao ato, por vezes, necessário de despedir-se de algumas pessoas e de coisas insignificantes é desapegar-se um pouco de si mesmo . É deixar ir embora o que já fez parte de nossa história, mas que, por alguma razão, não pode mais fazê-lo. Dizer adeus é aprender a conviver com o que sobrou aqui dentro, reinventar-se para se sentir inteiro novamente e buscar alicerce no que ficou. Pense no próximo, pense como vão está os moradores de ruas, os desvalidos, os futuros desempregados, os famintos que lamentavelmente aumentaram .É provável que a tentação da zona de conforto - este endiabrado campo minado – impila-nos a comecar a questionar aquilo que, no fundo, o coração já sabe responder: o que de fato nos é necessário para viver? Bom, o culpado, se é que há, do que aqui exponho, talvez seja coisa da minha cabeça por está "isolada". A verdade é que somos grandes resistentes ao fechamento dos ciclos da vida. Por mais que adoremos a imagem do cavalo livre e solto no campo aberto, somos tentados a pagar, com o uso de uma cela mais pesada do que podemos carregar o preço de um estábulo seguro e protetivo.

É inquestionável que pós corona seremos outro (a). Sim, apesar de saber que mudar é difícil. Complicado é despedir-se de si mesmo a cada aniversário e dizer adeus aos hábitos engessados que nos deixam cheios de certezas tão profundas quanto um pires. É um suplício ter que andar para frente fechando e abrindo ciclos, enquanto nosso instinto de segurança nos puxa para um "loop" eterno de mesmices, sem cogitar que o lugar mais seguro talvez não seja sob um teto mofado, mas, sim, sob o sol. Aliás, este que um dia foi vilão, hoje comprovadamente melhora o infectado pelo covid-19: o vírus não resiste aos raios ultraviolentas! Tudo muda o tempo todo no mundo...

Não é preciso drama. Não precisa rancor, briga, mágoa ou culpa. Basta honestidade — tanto de olhar para si quanto para o outro — e coragem de perceber que uma chuva de reticências comunica muito menos que um certeiro ponto final.

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