A ORIGEM DOS MONUMENTOS.
Etimologicamente, a palavra “monumento” é de origem latina e provém do verbo monere, que significa lembrar. Segundo o historiador de arte Alois Regl, monumento é toda obra criada pela mão do homem e construída com a finalidade de conservar sempre viva e presente, na consciência das gerações futuras, a lembrança de determinada ação ou de uma existência. Segundo a tradição francesa, no Brasil, a construção de monumentos históricos ocorre como forma de legitimar alguns fatos e mitos fundadores da nação e de promover uma “pedagogia do cidadão”. As estátuas e monumentos históricos vão sempre lembrar os “heróis nacionais”. No decorrer da história, sempre existiu desde a mais remota antiguidade, o interesse em edificar monumentos por parte das diferentes sociedades. Vejam o exemplo dos egípcios que construíram vários templos religiosos, as famosas pirâmides. Os romanos erigiram monumentos em reverência aos seus deuses e “césares”. De modo geral, as sociedades antigas construíram belas edificações que, infelizmente, não resistiram à destruição humana ou ação impiedosa do tempo. Até mesmo durante o Antigo Regime, assistimos a construção de estátuas de monarcas europeus. No entanto, aquela época, era bastante comum erigir em praças, parques e jardim, estátuas e monumentos em homenagem aos grandes vultos de nossa história. Era a chamada “estatuamania” cunhada pelo historiador francês Mauricio Agulhon, para designar o desenvolvimento da escultura em praças públicas com objetivo de se promover o civismo. Fenômeno este que se inicia em meados do século XIX na França e se estende por diversos países inclusive no Brasil. O primeiro monumento histórico construído no Brasil, ocorreu no Rio de Janeiro, então capital do Império, no ano de 1862. Trata-se da estátua do Imperador D. Pedro I, localizado na Praça Tiradentes. Já a primeira estátua ou monumento construído no Ceará, foi inaugurado em 8 de abril de 1888, na Praça General Tiburcio, popularmente conhecida como “Praça dos Leões,” a estátua foi fundida em Paris, para homenagear o herói cearense morto na guerra do Paraguai, “Antonio Ferreira de Sousa,” General Tiburcio. Nossos monumentos têm sempre algo a nos dizer sobre a nossa história, sobre o nosso passado, mas por diversos motivos, muitas vezes não paramos para olhar. A Praça dos Mártires, e a único praça existente no centro da Capital onde existe um grande numero de monumentos, que representa feitos históricos dos nossos heróis. Estes heróis, que ficaram registrados na nossa história, são monumentos que foram erguidos com reconhecimento pelos seus feitos, pelo seu passado e glória, cada uns tiveram sua importância merecida e continuarão ali para sempre, engrandecendo a história de todos nos cearenses. Na praça encontramos vários monumentos erguidos em várias épocas, homenageando sempre um cearense ilustre ou as famosas estátuas clássicas mitológicas gregas, referências aos deuses gregos. Entre os heróis cearenses encontramos monumentos e estátuas erguido em suas homenagens. O monumento ao Barão de Studart, Guilherme Studart. É considerado como um dos grandes historiadores cearense. Outro monumento existente na Praça pertence e do Dr. José Ribeiro da Frota, mas conhecido como Doutor Frota, médico originário de tradicional família cearense. Delmiro Gouveia. Delmiro Augusto da Cruz Gouveia, um dos grandes exportadores de couros. Em 1913 capta a energia hidrelétrica da cachoeira de Paulo Afonso. Outro monumento existe e do Médico Cearense Dr. José Cardoso de Moura Brasil, o primeiro oftalmologista de Fortaleza. Alem do intelectual cearense, José Faria dos Santos, assassinado em 22 de janeiro de 1912 no Passeio Público. Por fim encontramos as estátuas mitológicas clássicas gregas e romanas. Inauguradas em março de 1881, que simbolizam deuses, heróis da nossa mitologia. Bem amigo internautas, na próxima semana estaremos falando sobre as origens das Praças. Boa Leitura.
Valentim Santos |
A Origem dos Monumentos
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